quarta-feira, 11 de abril de 2012

Desconhecido

Ah! Esses olhos que olham e nada encontram.

Perdidos em um espaço, em um lugar.

Nada querem achar, só querem se perder.

Na busca de prazer e liberdade, eles encontram profundidade.

Para quem olha, se perder é mais que normal, é um gozo.

Olhos cansados que estão em constante busca.

Para quem olha, existe desejo, para entendê-los.

Um desejo que busca não conhecer.

Querem o não dito, o não explicito.

A busca constante do desconhecido que cabe a cada um imaginar, é deliciosa e não cabe à razão desvenda-la.

Ah! Minha querida, como é bom te desvendar e me aventurar todos os dias em meus pensamentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário