Ah! Esses olhos que olham e nada encontram.
Perdidos em um espaço, em um lugar.
Nada querem achar, só querem se perder.
Na busca de prazer e liberdade, eles encontram profundidade.
Para quem olha, se perder é mais que normal, é um gozo.
Olhos cansados que estão em constante busca.
Para quem olha, existe desejo, para entendê-los.
Um desejo que busca não conhecer.
Querem o não dito, o não explicito.
A busca constante do desconhecido que cabe a cada um imaginar, é deliciosa e não cabe à razão desvenda-la.
Ah! Minha querida, como é bom te desvendar e me aventurar todos os dias em meus pensamentos.
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