Me encontro ultimamente em constante angústia (Seguindo o conceito de angústia para Kierkegaard, Sartre usa o termo para descrever a consciencia da própria liberdade) em relação à morte. Parece que existe uma fase em que morte se encontra constante, sei que esse pensamento pode parecer i-lógico, mas tenho essa sensação, ao ver pessoas que conheço morrendo uma após a outra.
E diante essa sensação estranha, tenho cada vez mais reconhecido meu medo, do que antes era abstrato e inexiste em minha realidade. Tenho medo e pensamentos de como será minha morte, de como as coisas irão correr após, tenho medo de perder pessoas que amo. Enfim..medo medo medo...
Mas afinal a morte, pode ser um processo de aprendizagem? E nossa sociedade, será correta a maneira que tras o assunto? Tentando esconder os moribundos, deixando-os em quartos isolados em hospitais, para que ninguém veja, nem tenha sensação de morte? E as crianças que ja são educadas de maneira a desprezar este tema,( não sei porque, mas acho que as crianças entendem melhor a morte do que nós e este processo de conhecimento da morte não os fariam ser como nós...Medrosos e omissos diante este processo), e o nosso lado religioso (maneira a qual é um meio de se achar respostas), e espiritual ( qualquer um pode ser, este conceito está relacionado a maneiral que tratamos o outro, principalmente o que necessita de ajuda), como se encontra?
Gostaria que pensassem comigo esta questão que está me aflingindo tanto, não sei se o tema é tido como importante para quem lê, mas acredito ser na juventude e infância que estes temas devem ser relatados, afinal, precisamos acordar. Não somos imortais.
É, a matéria não é imortal, mas somos sim, indestrutíveis, com almas imortais. Sobre a morte: "os homens temem a morte como as crianças temem ir no escuro; e assim como esse medo natural das crianças é aumentado por contos, assim é o outro."
ResponderExcluir(Francis Bacon). Muito foda seu texto! beijos.